Bet Olival vive entre Rio de Janeiro, Brasil e o Oriente Médio, agora nos Emirados Árabes em Abu Dabhi. Com formação em Arquitetura e Urbanismo, estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, freqüentou o atelier livre de Nelson Leirner e foi mestranda em Linguagens Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Atualmente ministra aulas de arte contemporânea para muçulmanas em galerias e museus de países do Golfo Arábico.
Com exposições no Rio no Centro Oduvaldo Vianna Filho, no Castelinho do Flamengo, no Centro Cultural Sérgio Porto, no Museu da República, no Casarão Grand Jean Montigni da Puc onde participou do “Rio Atelier”, na Galeria Anna Maria Niemeyer, no Palácio Gustavo Capanema, no Paço Imperial onde foi selecionada para o Atelier Finep.
Em São Paulo no Centro Cultural São Paulo e no Paço das Artes.
- Meu trabalho atual está relacionado com as diversas viagens que ao longo de 5 anos venho fazendo para o Oriente Médio. Trabalho com a fotografia onde apresento imagens escritas do meu diário auto biográfico.
Recontextualizo situações vividas onde as romantizo e as apresento como estão ali, uma “espécie” de mil e uma noites contemporânea.
Venho fotografando tudo, ou quase tudo, entrevistando mulheres, gravando, filmando e acumulando coisas, venho recontando as histórias que vivencio.
Toda vez que entro e saio de um avião, tenho a sensação como se da noite para o dia uma outra realidade estivesse acontecendo ao mesmo tempo. É como se uma janela aparecesse permitindo novas possibilidades e apresentando um mundo diferente.
Aplico textos as imagens ou apenas as apresento sem qualquer interferência. É o meu entendimento daquele “mundo”.
“Aquele lugar não é exatamente assim, são várias realidades, o calendário islâmico data hoje o ano de 1428, mas apresenta toda a tecnologia do mundo ocidental. As diferenças são evidentes: os costumes femininos, o modo de vida, a cultura, o negro, o vento, a areia, o deserto, o mistério e a sedução”.